TRONCOTRIO
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TRONCOTRIO

R$ 715,00

>> tiragem: 0/15 (Seleção 3)                           

Ano: 2015

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Características

autor Kelly Lima
série Troncos de Rosa e Barros
tamanhos e dimensões Seleção 3 - s/moldura (40.0 x 80.0cm) - 0.1kg; c/moldura (42.9 x 82.9cm) - 5.14kg
moldura sem moldura, madeira pinus, branca, preta - 2,9cm
papel Hahnemühle Photo Rag 188gm2.
tipo de impressão Jato de Tinta: tintas com pigmentação mineral em base de água, em papel 100% algodão, livre de branqueadores e ácidos.
especificações da moldura Fita de acabamento Tartan para acabamento, Fundo em Eucadur com 2,5mm, Moldura em madeira Pinus com certificação florestal proveniente de reflorestamento com acabamento em gesso + pintura, Pendurador jacaré, alheta ou arame trançado, Vidro Incolor 2mm
característica horizontal
tags natureza, subjetiva

.

Jornalista especializada em economia e nas mídias sociais. Atuou por décadas nas redações de grandes jornais brasileiros, mas manteve uma vida paralela como amante da fotografia e eterna estudante da fotografia como instrumento de pesquisa nas ciências sociais, tema em que fez pós-graduação.

Especializou-se em fotografia ainda na era analógica, trocou o laboratório caseiro pelo photoshop sem maiores pudores e trafega tanto nas novas tecnologias quanto nas vintages.

Atualmente é aprendiz do vídeo documentário e "leitora" de imagens contumaz. Fotografa quando pode, e menos do que gostaria, quando viaja, em festas populares, ou ao andar de bicicleta. Ama cores e o preto/branco, texturas, e paisagens, e ainda mais: ama gente, apesar de tudo. Juntar a captação de imagens ao desenvolvimento econômico e social de gente e lugares, é mais que um sonho, uma missão que ainda não conseguiu concretizar. Mas está tentando.

Em novembro de 2012, descendo a costa californiana, me deparei com troncos diversos em uma das entradas de parques nacionais na beira da estrada. Suas formas, seus sulcos, feitos cicatrizes cravadas em cores, contavam uma história. E mais que prosa, fizeram das seivas surgirem versos. Me pareciam poesia nata. Ao editar as fotos, após o retorno da viagem, vi ali não só a poesia, mas visualizei todo um mundo poético, que, apesar de tão distantes da minha terra natal, parecia arraigado à origens nacionais, que tanto haviam me inspirado na obra de Guimarães Rosa e de Manoel de Barros. Ambos extremamente ligados à Natureza, sua descrição pura e densa, meio cantada no acento regional, e por propriedade, repleta de encantamentos pueris ou saudosos – seja da infância que não termina nunca, ou do grande amor que nunca se realiza. Seja na prosa de Guimarães ou nos versos de Manoel, referências aos elementos dessa Natureza são constantes. Árvores, raízes, folhas, sementes, flores, frutos. Os troncos contam a história, ora em cor, ora cinzenta, de amores, ora sólidos, ora ocos. Troncos que se contorcem ao chão ou crescem rumo à luz, ramificando feito veredas ao céu. Meras carcaças que caminham para onde não se sabe ao certo. Ora se cruzam, ora se complementam. Ou apenas viram histórias.

 

“O mundo não foi feito em alfabeto.

Senão que primeiro em água e luz.

Depois árvore” – Manoel de Barros

 

O resto era o calado das

pedras, das plantas bravas que crescem tão demorosas,

e do céu e do chão, em seus

lugares. Guimarães Rosa

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